Teatro Carlos Gomes (1868)

10 de Janeiro de 2010

Por Alex Barbosa

São mais de 140 anos de muito drama, comédia, musical, revista e bailado. Porém, este cuidado e confortável teatro, que hoje conhecemos, já teve seu período de transformações, ora causado pela mudança de dono, ora por incêndios, comuns na época.

Desde 1868, na esquina da Rua Pedro I (antiga Rua Espírito Santo) com a Praça Tiradentes, havia um hotel chamado Richelieu, cujo dono era o Mr. Richard e que posteriormente foi adaptado para ser uma casa de espetáculos chamada Teatro Cassino Franco-Brésilien, inaugurada em 1872. O teatro fez muito sucesso com as paródias dirigidas pelo ator Souza Martins, entre elas “A Baronesa de Caiapó, “O Cardápio” e “a Castro na Roça”.

Em 1880 o teatro teve sua primeira mudança de proprietário, o Sr. Pedro Amorim, e passou a chamá-lo de Teatro Sant’Anna, homenageando sua esposa. Alguns sucessos da época foram: “Bocácio”, com Rose Méryss; “D. Juanita” e “A Donzela Teodora”, de Artur Azevedo; “O Amor Molhado”; as revistas “Cocota” de Artur e Moreira Sampaio e “Dona Sebastiana e “Georgette”, com Lucinda Simões. Foram mais de 20 anos como proprietário, quando o Sr. Pedro Amorim, vindo a falecer, obriga o Teatro a seguir novos rumos.

Em 1904, Pascoal Segreto, compra e rebatiza o local como Teatro Carlos Gomes. Grandes artistas passaram por este palco, como: Salvini, Eduardo Brasão, Palmira Bastos, Novelli, João Villaret, Procópio Ferreira (que ali estreou), Irene Isidro, Brandão, Leopoldo Fróes, Itália Fausta, Bibi Ferreira, Dulcina, Mara, Dercy Gonçalves e Virgínia Lane.

De 1929 a 1960 o Teatro Carlos Gomes sofre com sucessivos incêndios. A cada incêndio, o edifício acompanhava, com restaurações e modernizações, o desenvolvimento arquitetônico da cidade, mas sempre preservando a existência de um teatro no local.

Na década de 60 o teatro sobrevive à tentativa de transformá-lo em um cinema. E já na década de 80 o teatro é colocado à venda pelos seus donos, devido ao alto custo para sua manutenção. A Prefeitura do Rio de Janeiro compra, e com uma grande reforma, faz do Teatro Carlos Gomes um dos melhores da cidade.

Endereço: Praça Tiradentes, s/nº - Centro – Rio de Janeiro

Morro do Castelo e a Ladeira da Misericórdia (1567)

14 de Novembro de 2009

Por Alex Barbosa

Em 1567, portugueses comandados por Mem de Sá, derrotam os franceses, comandados por Nicolau Durand de Villegaignon, que ocupavam o Morro Cara de Cão, no pé do Pão de Açúcar, desde 1555. Para a vitória dos portugueses, contribuíram os índios de Araribóia, Manoel da Nóbrega e seu sobrinho Estácio de Sá (que por fim morreu em combate, com uma flechada de uma tribo rival, os tamoios). A cidade não é instalada neste morro; com o seu reduzido tamanho seria inadequado para abrigar tanta gente.

A cidade é transferida para o Morro do Castelo, escolhido pela visão privilegiada da Baía de Guanabara e por questões de segurança, já que era um ponto elevado, cercado de lagoas e manguezais, dificultando qualquer ataque.

Logo no primeiro ano de ocupação, foi erguido no Morro do Castelo o Forte de São Junuário, mais tarde rebatizado de Forte de São Sebastião. Feito com pedras e óleo de baleia, possuía uma aparência de castelo, dando assim o sentido ao nome do local. Ainda no morro foram construídos a Igreja de São Sebastião, o primeiro sobrado da cidade, a Casa de Câmara, a Cadeia e o Colégio dos Jesuítas.

Em 1759, com ordem do Marquês de Pombal, os religiosos são expulsos e o Colégio vira Palácio São Sebastião, depois hospital militar e, em 1877, hospital infantil São Zacarias.
Com o passar do tempo, seus moradores mais nobres, insatisfeitos com o isolamento, desceram a Ladeira da Misericórdia (o único acesso ao Morro), em direção à várzea. Apenas os menos favorecidos permaneceram no Morro do Castelo, que logo se caracterizou como uma região decadente e marginalizada.

Em 1922, o Prefeito do Distrito Federal Carlos Sampaio, decretou o fim do Morro. Entre as justificativas estavam a falta de espaço para abrigar a exposição comemorativa do centenário da Independência e a posição do Morro que prejudicava a ventilação do Centro do Rio. Jatos d’água, motores e máquinas, acabaram com o Morro do Castelo.

Ainda hoje é possível conhecer um pedacinho do que foi o berço da cidade do Rio de Janeiro: a Ladeira da Misericórdia, a rua mais antiga do Rio. Localizada na Praça Quinze, entre o Museu Histórico e o Museu da Imagem e do Som, junto à Igreja de Nossa Senhora de Bonsucesso.

Curiosidade: o Morro do Castelo chegou a ser chamado de Morro do Descanso.

CEG (1854)

25 de Agosto de 2009

Por Alex Barbosa

O projeto de iluminação a gás da cidade do Rio de Janeiro, deu início em 25 de março de 1854, pelo industrial e banqueiro Visconde de Mauá, através da Companhia de Iluminação a Gás. O projeto visava a substituição de 21 milhas de lampiões a óleo de baleia espalhados pela cidade, por outros de sua fabricação, erguendo uma fábrica de gás nos limites da cidade

Posteriormente, pressionado pelas dificuldades financeiras, Mauá cedeu os seus direitos de exploração a uma empresa britânica, mediante 1,2 milhão de libras esterlinas e de ações no valor de 3.600 contos de réis.

Esta iniciativa, de mudar a iluminação da cidade do Rio, deu origem a atual CEG, empresa responsável pela distribuição de gás.

Casa Granado (1870)

6 de Maio de 2009

Por Alex Barbosa

O português José Antonio Coxito Granado chegou ao Rio de Janeiro em 1860 e com apenas 14 anos começou a trabalhar lavando frascos em uma botica, na Rua do Hospício (atual Rua Buenos Aires), em troca de casa, comida, roupa lavada e cinco mil réis por mês. Passados alguns anos, José Granado virou diretor da tradicional botica Barros Franco (situada na Rua Direita, 12 – hoje Rua Primeiro de Março), fundada em 1836. Logo depois tornou-se dono da botica, com o pagamento de sete contos de réis e por volta de 1880 a sua empresa recebeu o nome de Imperial Drogaria e Pharmacia de Granado & Cia. Mas José Granado não era farmacêutico, então ajudou a formar o seu irmão, João Antonio Coxita Granado, tornando-o responsável profissional pela farmácia.

Ainda no século XIX, a Granado desenvolve-se a tal ponto que, expande suas instalações, comprando os prédios vizinhos de números 16 e 18. Os novos medicamentos trazidos da Europa eram adaptados ao costume nacional. O sucesso foi tanto que a Granado passou a ser a fornecedora oficial da Corte, nascendo uma amizade pessoal entre José Granado e o Imperador Pedro II.

Em algumas décadas a Granado atingiu um grau de progresso só visto em grandes empresas. Ampliou sua área industrial, abriu filiais e distribuidoras em diversos estados do Brasil, manteve representantes na Argentina, Venezuela, Chile e na África Oriental. Possuía sua própria gráfica onde eram impressos o Pharol da Medicina (publicado de 1887 até a década de 40), a Revista Brasileira de Medicina e Farmácia (circulava em todo Brasil e no exterior), além de livretos, receituários e embalagens de produtos. Já na década de 40, era considerada um dos maiores laboratórios da América do Sul, chegando a ter 600 funcionários e produzindo mais de 300 especialidades farmacêuticas.

Com o falecimento de José Antonio Coxito Granado, em 1935, a direção do laboratório passou pelas mãos de muitos familiares, que igualmente fizeram da Granado um sucesso. Mas a partir da década de 40, no período de pós-guerra, o Brasil sofreu uma série de mudanças, inclusive na área industrial. Grandes indústrias químicas internacionais instalaram-se no Brasil, modificando completamente o mercado farmacêutico nacional. Com dificuldades em competir com as novas indústrias no país, aos poucos a Casa Granado foi deixando de fabricar vários produtos.

Embora com mais concorrentes e com menos produtos no mercado, a Granado permanece em atividade até hoje, fabricando polvilhos, desodorantes, sabonetes, artigos para bebê, medicamentos, vitaminas, desinfetantes e produtos para embelezamento e medicamentos para animais.

Curiosidades:
- Em 1887 foi fundada a filial da Rua Visconde do Rio Branco, a primeira do Rio de Janeiro a funcionar 24 horas.

- Os produtos mais antigos e mais conhecidos, ainda fabricados pela Granado são: a Água Inglesa (1891), o Polvilho Antisséptico (1903) e o Sabonete de Glicerina (1915).

- O Polvilho Antisséptico, com mais de 100 anos, mudou de embalagem duas vezes: de lata passou a papelão, por causa da escassez de folhas-de-flandres durante a Segunda Grande Guerra. E há alguns anos o papelão foi trocado pelo plástico.

Endereço: encontre uma Granado mais próxima de você em www.granado.com.br

Bonde de Santa Teresa (1877)

29 de Março de 2009

Por Alex Barbosa

Com a chegada da Família Real e a abertura dos portos, a região que hoje é conhecida como Santa Teresa, recebeu ilustres moradores, entre eles, famílias de diplomatas estrangeiros. Surgiram vários casarões inspirados na arquitetura francesa da época, muitos dos quais estão de pé até hoje. Partindo daí a necessidade de melhorar o acesso ao morro.

Em 1872, os engenheiros Januário Cândido de Oliveira e Eugênio Batista de Oliveira, obtiveram através de um decreto, o privilégio para a construção e uso de uma linha de carris de ferro para a região. As obras terminaram em 1874 e se esperava para breve o começo do serviço. A Companhia Ferro-Carril de Santa Teresa, entra em funcionamento em 25 de maio de 1875, numa linha ao longo da Rua do Riachuelo.

Na data de 13 de março de 1877, foi inaugurado o Plano Inclinado, cujo trajeto era da Rua do Riachuelo ao Largo do Guimarães. Iniciou com dois bondes, permitia uma lotação de 28 passageiros cada um e eram usados burros que puxavam vagarosamente. Para voltar, os “motores” eram dispensados, já que os bondes desciam naturalmente com o declive das ladeiras.

Inicialmente os bondes eram verdes, mas após as reclamações de moradores que diziam que os bondes “sumiam” na vegetação, eles passaram a ser pintados de amarelo, cor que corresponde até os dias atuais.

Nos fins do século XIX, a Companhia Ferro-Carril Carioca lança dois projetos arrojados: a eletrificação das linhas dos bondes e a ligação dos morros Santa Teresa e Santo Antônio, passando o bonde sobre os Arcos da Lapa, numa altura de quase 20 metros.

O sistema de bonde, que chegou a funcionar em vários bairros do Rio de Janeiro, foi extinto em 1964, exceto o trajeto do Centro à Santa Teresa. Alguns dos modelos dos bondes foram vendidos aos museus norte-americanos, como afirma a notícia do New York Times: “Com esse carregamento, mais que duplicou o número de bondes abertos nos vários museus americanos. Dois carros ainda faltam vir do Brasil em outro navio. Os restantes de uma frota de cerca de 800 - quase todos fabricados na América do Norte, entre os anos de 1903 e 1915 - foram escarpados”.

O “bondinho de Santa Teresa”, como foi carinhosamente apelidado, atualmente é de responsabilidade da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística – CENTRAL, e se destaca nos meios de transporte de todo o Brasil, por ser o único ainda em funcionamento, fazendo parte do roteiro turístico do Rio de Janeiro.

Curiosidade: em 1859 já circulava no Rio de Janeiro, o bonde puxado a burro, ligando o Largo do Rocio ao Alto da Boa Vista. Esta linha era controlada pela Companhia Carris de Ferro, cuja exploração fora concedida ao empresário inglês Thomas Cochrane, em 1856.

Endereço: Estação de Bondes - ao lado do Aqueduto da Carioca, na Rua Lélio Gama. Acesso pela rua Senador Dantas, próxima à Cinelândia, atrás prédio do Banco do Brasil.
Visitação: Os bondes saem a cada meia hora, das 6h às 23h.

Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz (1900)

6 de Março de 2009

Por Alex Barbosa

Inicialmente chamado de Instituto Soroterápico Federal, foi criando em 25 de maio de 1900 com o objetivo de fabricar soros e vacinas. Logo depois que Oswaldo Cruz assumiu a diretoria, em 1902, a instituição passou a se dedicar também à pesquisa e à medicina experimental.

Em 1900, no local da antiga Fazenda Manguinhos foi onde ergueu-se o prédio central, o que mais se destaca, chamado Pavilhão Mourisco, e hoje, tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. Também fazem parte do conjunto arquitetônico o Pavilhão da Peste (ou do Relógio), de 1902, e a Cavalariça para Animais Inoculados, de 1904, ambos em estilo inglês.

Na época, o Rio de Janeiro sofria com surtos e epidemias de peste bubônica, febre amarela e varíola. Nomeado Diretor Geral de Saúde Pública, Oswaldo Cruz fez da instituição sua base para as campanhas de saneamento. Apesar da grande oposição, que culminou na Revolta da Vacina em 1904, a instituição teve grande êxito no combate às moléstias.

Em 1908 o instituto foi rebatizado de Instituto Oswaldo Cruz. Passou a atuar em todo Brasil e desde então vem contribuindo expressivamente para o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Mais tarde, em 1970, foi instituída a Fundação Oswaldo Cruz, congregando o Instituto Oswaldo Cruz, a Fundação de Recursos Humanos para a Saúde e o Instituto Fernandes Figueira, sendo que, outras unidades foram incorporadas ao longo do tempo.

Atualmente a Fiocruz também promove campanhas e eventos de cunho social. Um exemplo bem sucedido é a campanha Fiocruz pra Você, que é promovida no Dia Nacional da Vacinação, e onde toda comunidade carente, residente próxima a instituição, além de receber a vacinação, participa de atividades recreativas e culturais, mobilizando mais de 40 mil pessoas, entre visitantes e voluntários.

Curiosidade: conhecida também por Manguinhos, o local abriga um sítio arqueológico, com vestígios de ocupação indígena, onde atualmente, está sendo restaurado.

Interessados poderão conhecer a Fiocruz através do Museu da Vida:
Endereço: Av. Brasil, 4365 – Manguinhos – Rio de Janeiro
Visitação: 3ª a 6ª, das 9h às 16h30 (visita agendada) / sábado e domingo, das 10h às 16h (sem agendamento)

Vista Chinesa (1844)

10 de Fevereiro de 2009

Por Alex Barbosa

Com o objetivo de testar a receptividade do solo brasileiro para o cultivo do chá, D. João VI importou em 1812, da colônia portuguesa de Macau, uma leva de chineses, acreditando que estes fossem os profissionais mais adequados para o plantio.

Seu sonho de suprir todo o mercado europeu com a produção carioca de chá, logo acabou. Verificou-se que o chá carioca tinha um ótimo aroma, mas que possuía um sabor a desejar. Além do mais, como afirmam alguns historiadores, o insucesso ocorreu devido à falta de preparo e da morosidade dos chineses, que teriam sido mal escolhidos para a tarefa, não tendo vindo para cá os profissionais experientes como se imaginava. Outros afirmam que, a produção de café era mais rentável que a do chá, e sem concorrentes.

Em 1844, mas uma leva de chineses foi trazida ao Rio, agora para o plantio de arroz. De novo o insucesso aconteceu, e os chineses foram reaproveitados para abrir o caminho que mais tarde se transformaria na Estrada Dona Castorina. Na época, o mapa da área já registrava uma edificação denominada Rancho dos Chins, evoluindo depois para a designação atual de Vista Chinesa. Mais tarde, em 1903, a mando do prefeito Pereira Passos, a Vista Chinesa teve sua estrutura alterada em argamassa copiando o bambu.

Uma breve passagem deste local pode ser lida no romance Sonhos D’Ouro, de José de Alencar, de 1872: “(…) Aí, à esquerda, no socalco do caminho, está a palhoça onde pousavam os colonos, que abriram o caminho do Jardim e deram nome ao sítio. Conhecido a princípio o lugar pela simples indicação de Rancho dos Chins, a imaginação popular enlevada pela brilhante perspectiva, de lembrança fantasiava alguma das pinturas diáfanas e aveludadas que vira debuxadas em papel de arroz; e daí o nome de Vista Chinesa”.

Endereço: Parque Nacional da Tijuca - Estrada da Vista Chinesa - Alto da Boa Vista

Pedra do Sal (séc. XIX)

19 de Janeiro de 2009

Por Alex Barbosa

De fato a pedra sempre existiu, e tem como responsável a grandiosa natureza. O que a faz especial, é a sua história e o seu valor afetivo, tornando-a um verdadeiro monumento da cidade do Rio. Foi ali na Pedra do Sal que os moradores da Saúde saudavam os navios que chegavam da Bahia, transportando em sua maioria escravos recém libertos, ex-combatentes da Guerra do Paraguai (1864/70), ou seja, em geral pessoas que buscavam melhores condições de vida.

Na Pedra do Sal surgiu “a pequena África”, onde os negros encontraram espaço para as rodas de capoeira, para os rituais de candomblé e para a música. Próximo dali, nas casas das “tias baianas”, o jongo e o batuque se transformaram em partido alto, bases do samba que nasceria mais tarde na extinta Praça XI. A mais famosa de todas as baianas, foi a Hilária Batista de Almeida, Tia Ciata, citada em todos os relatos do surgimento do samba carioca. Mulher influente, de grande iniciativa, teve 15 filhos e trabalhou constantemente pela tradição das baianas e do candomblé.

Além dos negros, participavam das festas estivadores, artesãos, funcionários públicos, mulatos e brancos de baixa classe e doutores atraídos pelo exotismo. Entre as grandes figuras do cenário musical, estavam Pixinguinha, Donga, João da Baiana e Heitor dos Prazeres, mestres que cresceram dentro da tradição das baianas e que ao longo do tempo, deram novas formas à musica.

Curiosidades:

Em 1917 ocorreu a gravação de “Pelo Telefone”, considerado o primeiro samba gravado na história, registrado em nome de Donga e Mauro de Almeida.

Partido alto é um estilo de samba em que os participantes inventam os versos na hora em que estão cantando, e também uma forma de desafio.

Endereço: Praça Mauá / No pé do Morro da Conceição
Tanto o Morro da Conceição quanto a Praça Mauá são lugares seguros para a visitação.

Canal do Mangue (1860)

7 de Janeiro de 2009

Por Alex Barbosa

A maior obra de saneamento do Rio de Janeiro foi iniciada em 1857. O Canal do Mangue foi motivo para secar um enorme pântano que existiu próximo à atual Cidade Nova e que era um foco de doenças, mosquitos e mau cheiro. Três anos depois, no dia 7 de setembro de 1860, o Canal do Mangue foi inaugurado. No governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906), o vasto plano de saneamento e modernização da cidade, exigiu o prolongamento do canal até o mar.

Noel Rosa, em “O X do Problema”, de 1936, fala sobre o apego à região (inclusive ao bairro do Estácio) nas seguintes frases: “(…) Não posso mudar minha massa de sangue / Você pode crer que palmeira do mangue / Não vive na areia de Copacabana”.

Hoje o Canal do Mangue mais parece um canal de água suja e de mau cheiro, e as palmeiras imperiais, que o tornava mais bonito, infelizmente já não existem como antes. O canal está localizado em parte na Avenida Presidente Vargas e em toda extensão da Avenida Francisco Bicalho (antiga Avenida do Mangue).

Curiosidade: Nos tempos de D. João VI já se imaginava um canal navegável ligando esta região ao mar. Alguns dizem que o canal chegou a ser navegado por barcaças, servindo empresas localizadas na região.

Cemitério dos Ingleses (1809)

1 de Janeiro de 2009

Por Alex Barbosa

O British Burial Ground, mais conhecido como o Cemitério dos Ingleses, teve sua inauguração em 1809, nas terras doadas por Dom João VI ao ministro inglês, Lord Stranford, satisfazendo a necessidade dos imigrantes ingleses, que não podiam ser enterrados em recintos católicos e que chegavam cada vez mais ao Brasil atraídos pela independência.

Situado no bairro da Gamboa, o Cemitério dos Ingleses é o mais antigo cemitério de protestantes do Brasil. Originalmente possuía um cais de desembarque para o sepultamento dos ingleses que morriam a bordo, na travessia do oceano. Sua única edificação, se mantém até hoje, uma singela capela mortuária.

Ainda em função, o cemitério permanece num ambiente silencioso, ambientado por árvores e com uma ótima vista da Baía da Guanabara.

Endereço: Rua da Gamboa, 181 - Gamboa - Rio de Janeiro


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